A Organização das Nações Unidas (ONU) tem o objetivo de encontrar e abrir caminhos para melhorar a vida das pessoas em diversas partes do mundo. A agenda 2030 existe justamente para isso, promover a paz e erradicar a pobreza através de 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com a meta de serem cumpridos até o ano de 2030.

Como o assunto é bem extenso, hoje vamos tratar de uma dessas ODS 1, “Redução das desigualdades”. As desigualdades existem em diversos setores da sociedade, e mudar esse cenário continua sendo uma tarefa muito árdua no Brasil. Na média, os 10% mais ricos ganham 40 vezes mais que os 10% mais pobres. Essa comparação muda bastante se usasemos outros países como exemplo. Nos Estados Unidos, a diferença entre os ganhos é de 15 vezes. Na França e no Canadá a distância entre rendas da camada mais rica e da mais pobre cai ainda mais e é apenas 10 vezes maior, segundo dados do Centro de Políticas Públicas. É fato que a medida de desigualdade vem diminuindo de forma constante.

A redução da desigualdade, no Brasil, se deu por diferentes motivos, um deles o Bolsa Família, programa criado para apoiar famílias brasileiras extremamente pobres. O Programa atende atualmente cerca de 13,2 milhões de famílias, e muito contribuiu para a diminuição da desigualdade de renda. Além de impactar no aumento da frequência escolar nas famílias mais pobres. A maior parte da queda da desigualdade de renda se deve ao mercado de trabalho. A renda da população mais pobre cresceu notavelmente. O setor de serviços, que emprega intensivamente pessoas de menor nível escolar, é o que tem sustentado o crescimento do Brasil. Sendo assim, os ganhos desta faixa da população aumentaram e contribuíram para a redução desse índice.

Tudo indica que a desigualdade continuará diminuindo no Brasil. O caminho está certo, mas os passos ainda são bem lentos, já que o progresso no sistema educacional, o ponto crucial para o desenvolvimento de todas as classes sociais e do país como um todo, está estagnando há muito tempo. A qualidade da educação pública ainda é muito baixa e não oferece base suficiente para competirem no mercado de trabalho. Formar profissionais mais bem preparados, com melhor nível educacional, é o caminho que fará com que haja aumento na produtividade da economia e consequentemente melhorarão todos os indicadores sociais.